Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

Obra do Apostolado do Mar na Diocese de Aveiro - 4

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Edifíco pré-fabricado numa fase adiantada da construção


“AINDA A OLHAR O STELLA MARIS”

Como já aludimos no último número, quedámo-nos de novo junto do Stella Maris. Observara que um dos nossos capitães, cujo nome, ainda que autorizado, omito, estava acompanhado de familiares a prestar atenção ao alçado lateral, onde uma nova varanda, de bom traço, surgiu há pouco tempo.
O jornalista quer novidades, pontos de vista, opiniões divergentes, embora! E “pescar” um capitão dos mares brancos e frios da Terra Nova, ao sol da nossa verde Gafanha e a “sonhar” o Stella Maris, era estar “de quarto” em terra, era continuar de vigia…
Cá como lá, é preciso aproveitar a hora. E a rede-diálogo lançada trouxe nas malhas mais uma opinião rija:
– Meu caro capitão, posso colher de si umas frases-chave, que sejam sensação, sobre esta obra?
– Meu amigo, não! Entre homens do mar, duvido que encontre o que quer. Nós olhamos e sentimos sempre mais do que falamos, e numa palavra dizemos tudo!
– Não será bem assim… e hoje mesmo queremos prová-lo!
– Ai não tenha dúvida: a ausência prolongada habitua-nos a um mundo silencioso e o polvo de mil braços do “diz-se que…” recebe da nossa parte um encolher de ombros tão desajeitado, que o atira logo ao mar.
– Bom, isso acreditamos. Mas… agora são outras falas, capitão! Não é o ontem que aconteceu. É o Stella de amanhã…
– Tanto faz ser, como não ser! Palavras bonitas, não são connosco, homem. Comigo pelo menos! Deixe lá de pensar agora no jornal, que às vezes até estrangula uma opinião sincera e vamos os dois olhar para isto. Sabe uma? Quando você chegou, estava o meu filho mais velho a dizer-me:
– Ó pai, eles não se terão lembrado de pôr aqui ao lado um relvado, para darmos uns chutos? Achei piada e respondi:
– Pois tens razão: aqui vale a pena jogar-se, rapaz! O Stella Maris é avançado centro! Mas logo me ocorreu por isso, que realmente são horas de ir pensando em coisas a fazer e um desafio de futebol como receita para a construção, não era disparate. Que diz? (Meteu-me o braço, disposto a cavaquear. Fugi-lhe).
– Que digo? Que me vou embora, com a tarefa cumprida. Pois se já vai assim o entusiasmo, para quê procurá-lo mais? E abalámos impressionados com o calor que por aqui já toma esta obra do Apostolado do Mar, o Stella Maris, que bem pode chamar-se o Stella Maris da Beira Litoral, o Stella Maris de quantos, pela sua varanda, olharão mais longe!

Texto não assinado, publicado no “Timoneiro” de Maio /Junho de 1973
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publicado por Fernando Martins às 16:22
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